


DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Desenvolvimento sustentável?
“É o que satisfaz as necessidades do presente sem prejudicar a capacidade das futuras gerações na satisfação de suas necessidades” O desenvolvimento sustentável não significa que se deva ignorar a economia.
O Desenvolvimento sustentável vai de encontro a muitas idéias sobre o crescimento econômico.
O Desenvolvimento para que seja sustentável, deve desenvolver estratégias e instrumentos para satisfazer requisitos como a integração da conservação e do desenvolvimento; satisfação das necessidades humanas básicas; alcance da igualdade e da justiça social; autodeterminação social e diversidade cultural e a preservação da integridade ecológica.
O meio ambiente e o desenvolvimento passam a ser objetos de estudos em comum, em virtude da crescente degradação ambiental provocada pelo desordenado crescimento econômico. Tal inter-relação ficou demonstrada na Conferência de Estocolmo sobre Meio Ambiente, cuja convocação coube ao Conselho Econômico e Social (ECOSOC) , em 1972, é considerada como o marco inicial do movimento ecológico. A grande importância dessa Conferência foi tratar os principais problemas ambientais em uma escala mundial, e já havendo uma tímida referência à questão da inter-relação entre o desenvolvimento e o meio ambiente.
Ignacy Sachs diz que: "Os últimos anos são de crescimento econômico forte, mas não é acompanhado pela solução do problema social. Há desigualdade na repartição da renda e, sobretudo, há desigualdade na repartição de riquezas. Não corrigimos a trajetória ambiental, ao contrário; não conseguimos endireitar o social, mas temos crescimento".
O Brasil tem três premissas negativas: um crescimento pífio, com uma política social de cunho assistencialista e problemas ambientais que se avolumam.Abre-se uma janela de oportunidade extraordinária com a bioenergia. Se for bem conduzida, sua expansão pode alavancar um novo ciclo de desenvolvimento rural includente e sustentável. Se for bem conduzido. Se deixada aos mecanismos do mercado, corremos o risco de ter mais latifúndio e mais favelas. Obedecendo a um conjunto de critérios de eficiência energética e sustentabilidade ecológica e critérios sociais, de geração de oportunidade de trabalho ao longo da cadeia da agroenergia.
“Se eu pudesse alguma coisa para com Deus, lhe rogaria quisesse dar muita geada anualmente nas terras de serra acima, onde se faz o açúcar; porque a cultura da cana tem sido muito prejudicial aos povos”
JOSÉ Bonifácio (abolicionista).
Segundo Ignacy Sachs, o Brasil tem as melhores condições no mundo para tirar proveito desta saída gradual da civilização do petróleo. Tem tudo para construir o que ele chamaria de uma biocivilização, baseada no aproveitamento do trinômio: biodiversidade, biomassas e biotecnologias - esta última nas duas pontas do processo, para aumentar a produtividade da biomassa e para abrir cada vez mais o leque dos produtos dela derivados, como alimentos, rações para animais, bioenergia, adubos verdes, materiais para construção, matérias-primas industriais, insumos para química verde, fármacos e cosméticos. É um mundo que se abre.
Fontes de referência
Sugestões para leitura:
-1 - Desenvolvimento e Meio Ambiente no Brasil - A contribuição de Ignacy Sachs. Organizacão de Paulo Freire Vieira. Mauricio Andres Ribeiro. Roberto Messias Franco, Renato Caporali Cordeiro. Editora Palotti/APED. Florianópolis. 1998.
3 - Edgar Morin: A Cabeça Bem-Feita (Ed. Bertrand Brasil)
Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro (Ed. Cortez).
VAMOS FAZER A NOSSA PARTE?
PIADA ECOLÓGICA
Não há nada mais ecológico do que um salário de um homem:
27% para o leão;
25% para as piranhas;
33% para a vaca;
15% para o burro.
Sempre existirão pessoas como nós, humanos e racionais, fazendo piadas sobre a Ecologia e o Meio Ambiente. Deturpam as idéias de conservação e preservação do lugar de onde retiramos nosso alimento e vivemos os nossos sonhos, quer sejam bons ou maus.
Confinamos espécies em gaiolas, caixas, sacos, lagos e em qualquer lugar, desde que nos interesse.
Dizem que o cão é o melhor amigo do homem, e em parte isso é verdade. Quer seja treinado ou não, ele atende ao seu chamado, guia e parece, às vezes, adivinhar seus pensamentos. Mas, por outro lado, come os restos das sobras dos alimentos deixados nos pratos. Poucas são as pessoas que cuidam com amor, preservando a saúde e melhorando a qualidade de vida desses amigos inteligentes, mas sem raciocínio. Essa lógica é do homem, que os escraviza e condiciona seu comportamento.
Os macacos e outras espécies se acham confinados nos zoológicos da vida, servindo de admiração e piadas que levam ao riso, a garotada que os visita. Onde está o real desjo de preservação da vida para que não se extinga? Algumas entidades voltadas para esse fim, têm essa preocupação, mas não é uma tônica geral, quando deveria ser.
Outros são caçados impiedosamente para servir de alimento ou comercialização, sem respeitar a idade adulta desses animais, sendo ceifados em sua juventude.
O que restará para vermos daqui a alguns anos?
Fotografias. Filmes. Histórias em quadrinhos. Fósseis nos museus, etc
Mas não é de se estranhar esse comportamento, quando o homem mata o próprio homem. Extingue a raça, a família, os sonhos e uma vida.
Sim, somos nós, os seres racionais, inteligentes e capazes de criar tecnologias avançadas, como criar espermatozóides em laboratório, fecundação in vitro, mapear genes, codificar proteinas e tantos outros inventos maravilhosos que vivemos nesse século e mais avançadas ainda nos próximos anos, mas ainda não somos capazes de fazer o mais simples dos atos humanos: PRESERVAR A VIDA DO PLANETA em todas as suas formas!
Autora do Blog
Analisemos alguns impactos que provocam alterações ambientais nos diversos ecossistemas
e culminam com a extinção ou quase extinção das espécies:
Muitas espécies marinhas estão ameaçadas e outras em vias de extinção, devido às alterações climáticas e à ação do ser humano nos seus habitats.
A temperatura, os poluentes como chumbo e mercúrio, ausência de oxigênio ou a sua diminuição, causado pelos poluentes que são despejados todos os dias nos oceanos e mares, são fatores limitantes para muitas espécies marinhas.
Cerca de 25% das espécies de cetáceos estão ameaçadas de extinção principalmente os golfinhos. Essa é uma afirmação da União Internacional para a Conservação da Natureza. O estudo divulgado pela ONG suíça indicou que o principal problema está no risco de colisões, enredamento em redes de pesca, deteriorização do meio ambiente e perturbações acústicas.
A vida na Terra está ameaçada em vários habitats. As espécies de água doce, por exemplo, enfrentam uma difícil situação por causa da conectividade dos sistemas do habitat, que permite a contaminação e as espécies invasoras propagarem-se com grande rapidez.
Situação semelhante vive as espécies marinhas, vítimas da pesca, da mudança climática, das espécies invasoras, do desenvolvimento costeiro e da contaminação. De acordo com UICN, pelo menos 17% das 1.045 espécies de tubarão e de raia estão ameaçadas de extinção.
O relatório dos estudiosos na área revela que cerca de um terço dos anfíbios, mais de uma a cada oito aves, e aproximadamente uma quarta parte dos mamíferos está ameaçada de extinção. A situação é ainda pior em alguns grupos de plantas. Cerca de 28% das plantas coníferas e de 52% das cicadáceas, segundo o estudo, estão ameaçadas pela destruição dos habitats.
EXPLORAÇÃO INDEVIDA AMEAÇA ESPÉCIES:
A proteção dos ecossistemas marinhos é importante não só para o meio ambiente, mas também para o desenvolvimento econômico do país. Relatórios apontam que o setor pesqueiro (incluindo pesca artesanal e industrial) gera 800 mil empregos que, direta e indiretamente, sustentam 4 milhões de pessoas.
O esgotamento de espécies marítimas significa que, mesmo que se aumente os esforços de pesca, menores serão os rendimentos, tanto biológicos como econômicos.
Um exemplo que ilustra esse problema é o caso da sardinha, que antes ocorria em toda a costa brasileira e hoje é encontrada somente em Santa Catarina e no Rio de Janeiro.
No fim da década de 70, eram retiradas 200 mil toneladas do peixe da costa da região Sudeste. Em 2000, a produção caiu para 20 mil toneladas. A sugestão dos relatórios é que a pesca da sardinha seja redirecionada para a cavalinha e a palombeta, espécies que ainda possuem estoque. O pargo, na região Norte, e o camarão rosa, no Sudeste-Sul, passam pela mesma situação de sobrepesca da sardinha.
Segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção do Estado do Paraná, lançado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) no ano de 2004, no litoral paranaense podem ser encontradas cerca de quinhentas espécies de peixes. Dessas, sete estão ameaçadas de extinção: duas espécies de peixe-serra, cação-anjo, tubarão-branco, raia-viola ou cação-viola, cavalo-marinho e mero. Entre os diversos fatores que levam as espécies marinhas à extinção, o principal é a exportação, ou seja, a pesca industrial, predatória, sem controle e realizada sem conhecimento profundo dos animais que estão ou não à disposição.
No mar, a pesca excessiva, mudanças climáticas, espécies invasoras, desenvolvimento da costa e poluição respondem pelas ameaças. Seis das sete espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção, assim como 27% das 845 espécies de corais. Outras 20% das espécies de corais estão quase ameaçadas de extinção, segundo a Lista Vermelha. Os pássaros marinhos também estão mais ameaçados do que os pássaros terrestres, com 27,5% das espécies em extinção, em comparação com 11,8% dos pássaros terrestres.
Ibama informa que a pesca com explosivos é altamente prejudicial a toda a vida marinha, além de ser uma atividade desleal com os próprios pescadores. Cada explosão é capaz de matar espécimes de todos os tamanhos num raio de até 200 metros, diminuindo drasticamente os estoques e inviabilizando a sustentabilidade da pesca.
Denúncias devem ser feitas pelo telefone 0800 61 8080. A ligação é gratuita.
Fonte: IBAMA
Seis das sete espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção, assim como 27% das 845 espécies de corais. Outras 20% das espécies de corais estão quase ameaçadas de extinção, segundo a Lista Vermelha.
O Brasil é o país com maior número de espécies de pássaros ameaçadas de extinção em todo o mundo, segundo o mais recente relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN).
O mico-leão-preto. A espécie no Estado de São Paulo, foi classificada na última listagem - datada de 1998 - como "Criticamente em Perigo" e graças aos esforços de conservação, entra na nova lista classificada como "Em Perigo"
Outras espécies conhecidas que estão ameaçadas são a onça-pintada, o papagaio-de-cara-roxa e a tartaruga verde, também chamada de tartaruga marinha.
ALGUMAS ESPÉCIES EM EXTINÇÃO/EXTINTAS:
Classe: Mammalia (Mamíferos)
Ordem: Primates (Primatas)
Guariba-de-mãos-ruivas
Bugio - Alouatta guariba guariba
Macaco-aranha- Ateles belzebuth
Coatá - Ateles marginatus
Mono-carvoeiro - Brachyteles arachnoides
Muriqui - Brachyteles hypoxanthus
Família: Callitrichidae
Callithrix aurita - Sagui-da-serra-escuro - (V) -
Callithrix flaviceps - Sagui-da-serra - (EP) -
Leontopithecus caissara - Mico-leão-de-cara-preta - (CP)
Leontopithecus chrysomelas - Mico-leão-de-cara-dourada - (CP)
Leontopithecus chrysopygus - Mico-leão-preto - (CP)
Leontopithecus rosalia - Mico-leão-dourado - (EP)
Saguinus bicolor - Sagui-de-duas-cores - (CP)
Família: Cebidae
Cebus kaapori - Macaco-caiarara - (CP) - Ma, Pa
Cebus robustus - Macaco-prego - (V) - Ba Es, g
Cebus xanthosternos - Macaco-prego-de-peito-amarelo - (CP) - Ba
Saimiri vanzolinii (Ayres, 1985) - Macaco-de-cheiro - (V) - Am
TENTATIVA VÁLIDA: