Tadzio Müller, da ONG Climate Justice traduziu da seguinte forma o encontro: “O fracasso obviamente foi a COP 15, que não só deixou de apresentar as reduções drásticas e justas necessárias, como não apresentou absolutamente nada".
“Estou rindo para não chorar”, disse o Presidente Lula após reunião com os líderes em Copenhague. Ele disse estar decepcionado com o resultado e que vai contribuir financeiramente com os países na luta contra a emissão dos gases do efeito estufa.
Carlos Minc: o Brasil fez o seu "dever de casa", e continuará a cobrança de uma postura "mais forte" dos países desenvolvidos para combater as mudanças climáticas. "O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) recomenda uma redução das emissões de carbono de 25% a 40% até 2020. Ainda estamos em 2009, então, vamos mobilizar a população e a opinião pública, assim como foi feito para que Estados Unidos e China apresentassem suas metas", declarou. Considerou o resultado das negociações insuficiente para "salvar o planeta”, O valor de US$ 10 bilhões por ano, que será colocado no fundo até 2012, é menor que o valor que será gasto pelo Brasil para atingir sua meta voluntária de redução das emissões".
O que ficou estabelecido na Conferência de Copenhague:
- compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa para o período pós-Quioto, na COP-15.
- transferência de tecnologia dos países industrializados para que os países em desenvolvimento possam realizar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
- Indefinição quanto ao financiamento das ações. O Banco Mundial estima cerca de US$ 400 bilhões por ano para que os países em desenvolvimento enfrentem as mudanças do clima.
- Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, o REDD.
- Preservação das florestas para evitar emissões de gases de efeito estufa:
- Os países que mantêm a floresta em pé serão recompensados: por meio de um fundo com contribuições internacionais voluntárias.
- Geração de créditos de carbono negociáveis no mercado ou um mecanismo híbrido entre fundos e mercado.
- Alguns países não aceitaram o acordo. Seus próprios representantes o rejeitaram. Ex: Sudão, Bolívia, Venezuela, Nicarágua e outros.
Conclusão:
O “Acordo de Copenhague” é uma espécie de “carta de intenções”, sem nenhuma obrigação e, sobretudo, sem o esperado envolvimento dos Estados Unidos no processo.
Referências:
http://www.portaleducacao.com.br
http://noticias.terra.com.br
http://www1.ethos.org.br
http://www1.folha.uol.com.br
www.google.com.br






